Animação “A Turma do Elefante Letrado” estreia no Dia das Crianças
Episódios, com tradução para Libras, serão disponibilizados gratuitamente no YouTube;
Por Paula Sperb
A primeira temporada da série animada “A Turma do Elefante Letrado” estreia no dia 12 de outubro, data em que se comemora o Dia das Crianças. Os episódios poderão ser assistidos gratuitamente no YouTube. Todos os episódios terão tradução para Libras.
A animação amplia o universo lúdico do personagem Sr. Elefante, mascote da plataforma de leitura Elefante Letrado. A temporada terá oito episódios de cinco minutos cada, lançados semanalmente. Na estreia, porém, os dois primeiros episódios serão disponibilizados simultaneamente.
“Esse desenho é para todo mundo que gosta de um universo de imaginação e ludicidade, mas especialmente para crianças de três a sete anos, que estão em fase de desenvolvimento. É uma produção que aborda valores importantes para a vida”, explica Valentina Vontobel, produtora executiva do projeto. Ela ressalta que qualquer pessoa poderá assistir à animação, inclusive quem não é usuário da plataforma de leitura.
O personagem Sr. Elefante já é conhecido por milhares de estudantes em todo o país, que recebem visitas dele em suas escolas. Agora, porém, os alunos também conhecerão seus amigos e familiares.
“Os alunos sempre têm mil perguntas sobre a origem do Sr. Elefante: onde ele mora, como é a casa dele, qual é a comida preferida dele. Mesmo que já exista um livro sobre o personagem, queríamos aprofundar essa história e criar, de fato, o mundo dele”, explica Vontobel.
Nos episódios, temas como autoconfiança, honestidade, medo, expressão das emoções e dislexia fazem parte dos enredos. Para que cada história ganhe vida, são necessárias diversas etapas de produção. De acordo com Antonio Eder, produtor e diretor da série, tudo começa com a criação do roteiro. Em seguida, são feitos os desenhos e estudos para a elaboração dos cenários e dos elementos visuais.
“Com esse material em mãos, produzimos o animatic — uma espécie de história em quadrinhos do episódio, já com as vozes —, que nos permite visualizar a história por completo antes de iniciarmos a animação. Só então começamos efetivamente a animar. Em média, cada animador produz cerca de cinco segundos de animação por dia”, explica Eder, do Dogzilla Studio.
Na série, o Sr. Elefante ganha a companhia de outros personagens, cada um com uma personalidade específica. Cacá é uma cabra com dislexia; Léia, uma leoa artística; Teté, uma tartaruga tranquila; Patito, um pato que gosta de esportes; Zezé, um sapo fã de tecnologia; e Quinquim, o primo elefante cheio de imaginação. Entre os personagens adultos estão a professora Dona Rosa e Scheila e Ricardo, pais do Sr. Elefante.
O desenvolvimento dos personagens e a criação dos roteiros ficaram a cargo de Jãum Godoy Rocha e Fernando Ferraz, da produtora PlokMoon.
“Toda a turminha gosta de contar histórias, o que tem relação direta com a leitura. Afinal, o papel da plataforma Elefante Letrado é despertar nas pessoas a paixão pelas letras e pelos livros”, explica Rocha. Além de roteirista, ele estuda pedagogia. Por isso, as histórias incluem habilidades que as crianças desenvolvem na transição da pré-escola para o Ensino Fundamental, o que possibilita que os episódios também sejam utilizados por professoras em sala de aula.
Fernando conta, por exemplo, que algumas características do Sr. Elefante, como a habilidade de conviver em grupo, foram acentuadas na animação a partir do comportamento real dos elefantes em manada. Segundo ele, nesses grupos, a fêmea mais velha é quem lidera. Por isso, a personagem da mãe, Scheila, ganhou maior protagonismo.
Outro exemplo é Patito, que pratica muitos esportes, mas não é necessariamente bom em todos eles. “Fui a Minas Gerais acompanhar a criação de galinhas e patos. Existe a brincadeira de que o pato, em vida livre, faz de tudo: nada, anda em terra, voa e mergulha. Dizem que ele faz tudo porque não faz nada muito bem. É mentira, mas é uma piada que acabei incorporando ao personagem Patito”, conta.
Disléxico, assim como a personagem Cacá, Ferraz afirma que ela é importante porque mostra que é possível lidar com as dificuldades ao compartilhá-las.
Antonio Eder, diretor da série, explica como a dificuldade de Cacá foi representada visualmente:
“Quando ela está lendo um texto e as letras começam a se embaralhar por causa da dificuldade de leitura, buscamos referências e conversamos com pedagogos para entender melhor como a dislexia pode se manifestar durante a leitura na infância. É claro que não se trata de uma representação 100% fiel a todas as experiências de crianças com dislexia, mas é um exemplo de como procuramos oferecer ao público um olhar peculiar e particular sobre o mundo, a partir da perspectiva de uma personagem.”
A ideia da animação “A Turma do Elefante Letrado” nasceu de conversas entre a fundadora da plataforma, Scheila Vontobel, e sua filha Valentina, responsável pelo projeto.
“A gente faz isso para as crianças. A Scheila tem essa paixão por elas e sabe que os alunos amam o Sr. Elefante. As crianças têm esse carinho pela marca. Por isso, a animação leva o personagem até elas em outro formato”, diz Mariana Bertoluci, gerente de marketing do Elefante Letrado.
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