Plataforma de leitura e teste de fluência ajudam rede privada a cumprir BNCC

Presente em mais de 200 escolas particulares do país, Elefante Letrado colabora para formação de leitores fluentes

Por Paula Sperb

Adotado em mais de 200 escolas da rede privada no Brasil, o Elefante Letrado contribui para o cumprimento da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) nos currículos. A plataforma ampara as escolas no desenvolvimento da leitura silenciosa e da compreensão leitora e também investe no desenvolvimento e teste da fluência oral.

Uma das redes que têm se destacado no uso do Elefante Letrado fica no Ceará, estado que se sobressai nos índices de qualidade de educação. O Ceará tem o maior índice de crianças alfabetizadas na idade correta, de acordo com o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), do Ministério da Educação (MEC): 85,3%.

Lá, a Organização Educacional Farias Brito — com seis escolas privadas em quatro diferentes regiões do estado — adota a plataforma no Ensino Fundamental. Nos terceiros e quartos anos, os estudantes têm acesso completo às estantes de livros e atividades. O teste de fluência, por sua vez, é adotado do 2º ao 5º ano. 

“O maior ganho em relação ao teste de fluência leitora que o Elefante Letrado trouxe para a escola é a oportunidade de fazer as intervenções mais assertivas. Percebemos quando algumas crianças não tiveram bons resultados e acompanhamos muito mais de perto”, explica Juzefina Menezes, supervisora pedagógica da Farias Brito para os anos iniciais do Ensino Fundamental de toda a rede. 

A fluência na leitura oral também consta na BNCC, na habilidade EF35LP01, que abrange obrigatoriamente do 3º ao 5º ano de todas as escolas e exige que o aluno leia e compreenda, primeiro silenciosamente, e, depois, em voz alta, com autonomia e fluência.

“Os alunos da rede Farias Brito têm resultados positivos fora da curva. Cerca de 40% dos estudantes estão no nível avançado para fluência, quando a curva de expectativa seria de básico ou adequado. A gente não vê isso tão facilmente”, explica a consultora pedagógica Stefany Horta, do Elefante Letrado. 

“Nossos alunos estão sempre à frente. Nos perguntam qual é o segredo. Temos vários projetos de leitura. Não é só no dia do teste que o aluno vai abrir a plataforma para ler”, diz Menezes.

Na Farias Brito, explica ela, existe o projeto “Uma leitura por dia”. Além do uso do Elefante Letrado orientado pelos professores, os estudantes precisam ler em voz alta, para a família, todos os dias os livros escolhidos previamente pela escola. 

“No início do ano, há toda uma preparação para a família explicando que a criança vai ler todos os dias de forma oral para eles. Eles serão as pessoas que vão escutar a leitura dessa criança, precisam acolher a leitura, não pode criticar, é só escutar. Precisam abrir um momento do dia e escolher um local para ser o espaço dessa leitura”, conta Menezes. 

As leituras são registradas diariamente em um caderno. Quando o teste de fluência da plataforma indica um ponto de atenção no resultado, a equipe da escola cruza os dados e verifica o caderno com os registros. “Cruzamos os resultados dos projetos, falamos com as famílias, fazemos mais intervenções em sala de aula”, explica a supervisora. 

Os livros físicos são aliados do processo de desenvolvimento da fluência. Mesmo com o uso do ambiente virtual, os estudantes são incentivados a ler livros da biblioteca. 

“Fazemos jus ao espaço da biblioteca. Os alunos frequentam semanalmente. É o momento de serem protagonistas e escolherem conforme os interesses de leitura deles. Lá eles ficam à vontade. Pegam o livro, começam a ler, abandonam, pegam o outro, ficam todos em rodinha. Um diz para o outro que tal livro é legal ou se não gostou. Então, a gente vai formando esses leitores com vários projetos”, diz Menezes. 

Outras escolas privadas do país também adotam a plataforma para leitura e teste de fluência. É o caso da Graded, escola americana localizada no bairro Morumbi, em São Paulo. A Graded, listada na revista Forbes como uma das mais caras do país, aplica o teste de fluência há três anos. 

“Na Graded, o primeiro teste serve como base para entender como o aluno está entrando, como eles começam a trabalhar. O segundo teste é para fazer as intervenções necessárias e para ver se o aluno está de fato evoluindo ou não. É possível ver o salto de evolução de um teste, se o aluno se manteve, se o aluno evoluiu, como é que está a curva de velocidade de leitura da escola do aluno”, explica a consultora pedagógica Stefany Horta, do Elefante Letrado. 

Ainda em São Paulo, a St. Paul’s utiliza a plataforma de leitura e o teste de fluência. Já a Móbile adotou o teste e expandiu o número de alunos testados após os primeiros resultados. 

“Eles usam o teste como uma avaliação externa para medir se o currículo está de acordo ou precisa ser ajustado. Usam o teste também para nivelar essas expectativas. Eles fazem um cruzamento do teste com os resultados que os alunos obtêm nas médias trimestrais. É um uso de forma muito analítica”, explica Horta. 

Em Brasília e no Rio de Janeiro, há seis e quatro anos, respectivamente, o Elefante Letrado é usado pelas Escolas Americanas, que também aplicam o teste de fluência. Em outras localidades, como Porto Alegre e Salvador, a plataforma é utilizada pelas Escolas Pan-Americanas. Em São Luís, Maranhão, a Maple Bear faz uso da plataforma, inclusive em virtude dos recursos bilíngues oferecidos.

Cada instituição adapta os recursos para suas necessidades. Mas Juzefina Menezes, supervisora pedagógica da Farias Brito, destaca a variedade do acervo e a linguagem atrativa: “O Elefante Letrado é uma plataforma riquíssima, com uma grande quantidade de livros, de diferentes gêneros textuais. A interação acaba, como se diz, fisgando mais esses leitores ainda no início da vida letrada deles”.

Se o Elefante Letrado faz parte da sua vida, como profissional da educação ou estudante, queremos te ouvir! Sua história pode virar uma matéria no nosso blog. Envie seu relato para contato@elefanteletrado.com.br.

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